sábado, 7 de janeiro de 2012

R's da sustentabilidade

São três, certo? Não deixa de estar. Mas acontece que a letra R inicia palavras que têm tudo a ver com a sustentabilidade, então alguns materiais passaram a agregar novos R's. Além dos 3, existem modelos com 4, 5, e até 7 R's.



Palavras e mais palavras, que perdem o sentido se a gente repetir muito. Então deixo os significados abaixo só para lembrar:


Repensar - Avaliar as nossas escolhas, principalmente no ato de consumir, que aliás, é tudo: 24 horas ao dia estamos consumindo oxigênio. Consumimos água, luz, do sol ou energia elétrica, consumimos a nossa própria energia biológica, roupas, objetos, acessórios, informação.... Consumir é errado? Não. Errado é desperdiçar, errada está a forma como os produtos são criados e descartados. 


Recusar - Repensou suas atitudes? Procurou saber como são feitos e de onde vêm os produtos que você consome? Então recuse aqueles que não estão de acordo com a sua filosofia.

Reduzir - No âmbito do produtor, é modificar os processos de produção para reduzir o consumo de energia e matéria-prima, os resíduos da produção. No âmbito do consumidor, reduzir o volume do consumo, e principalmente, do descarte.


Reutilizar - Após o uso, reutilizar o produto para outro fim, exemplo: pegar um pote de vidro vazio e usar para guardar moedas.


Reencaminhar ou Reintegrar - Reintegrar o produto a natureza, ou seja, transformá-lo novamente em um recurso natural, exemplo: compostagem de resíduos orgânicos para fazer húmus e adubo. 


Retornar - Este está no âmbito do consumidor, remete às embalagens retornáveis e à coleta seletiva.


Reciclar - Mandar o produto de volta para o processamento após sua utilização, exemplo: latinha de alumínio volta para a indústria de latinhas.


Restaurar - Consertar, reparar e melhorar coisas antigas ou usadas, para que continuem a ter utilidade.



Alguns exemplos ilustrados:


Novo ano, novas propostas

Mais um ciclo que se inicia!
Hora de repensar e avaliar o ano que passou. Quais as conquistas? Quais as dificuldades?

Muita gente faz resoluções para o ano novo. Eu acredito que novas metas devem ser construídas a partir de uma nova visão de mundo. Aproveitem a virada para deixar de lado antigas práticas e costumes e criar novos hábitos, novas formas de se relacionar no mundo. 

O que eu acho que não funciona é tentar transformar radicalmente a sua vida a partir do dia 1º de janeiro. Geralmente, quando a mudança é brusca, depois de uma semana a gente volta aos velhos hábitos. É preciso transformar aos poucos, com convicção nas pequenas atitudes cotidianas,  trazendo mais consciência e coerência com as necessidades do planeta e de todos os seres.


Algumas atitudes simples: utilizar o verso das folhas impressas para rascunhos, imprimir documentos pessoais, boletos bancários, e até mesmo alguns trabalhos de escola - mas converse com o professor antes! Utilizar o papel reciclado ao invés do branco também é uma boa, e não é tão mais caro. Comprar frutas e verduras em feiras ao invés de supermercados, e levar a sua sacola retornável. A qualidade dos alimentos é melhor e você ainda estimula os pequenos agricultores locais. Levar pequenas compras na mão, recusar sacos plásticos. Sem falar, é claro, em fechar a torneira ao escovar os dentes, e essas coisas que já estamos acostumados a ouvir.


Que tal começar 2012 consciente de cada pequeno gesto?
Fica aí uma dica de reciclagem caseira:



domingo, 4 de dezembro de 2011

Congresso Ibero-Americano de Extensão


O projeto Usina esteve em Santa Fé - Argentina, para apresentar um pôster do seu artigo "Usina: Casa, quintal, cidade".

Santá Fé é a capital da provícia de mesmo nome, que fica no leste da Argentina. A província é também o berço do revolucionário Che Guevara, que nasceu na cidade de Rosário. Esta é uma das províncias mais populosas da Argentina, que teve um grande fluxo de imigrantes europeus entre 1880 e 1920, em sua maioria suíços, italianos e alemães. Na província de Santa Fé a principal atividade econômica é o turismo regional. Na capital há muitos monumentos históricos, as áreas de lazer do Rio Paraná (pesca, navegação, etc). E a cidade toda é muito bonita e arborizada!



Durante os 3 dias que estivemos lá, aprendemos um pouco sobre os costumes e a cultura local. Uma curiosidade é que o sistema de ônibus é pago por moedas, e não tem cobrador. Cada passageiro informa o seu destino ao motorista e paga de acordo com a distância que vai percorrer. Claro que essa prática exige um certo grau de honestidade da população, mas pelo visto isso não é problema por lá. Ao contrário do que se diz no senso comum, os argentinos são muito agradáveis e prestativos. Pois creiam que um dia tivemos dificuldades para pegar o ônibus, pois é muito difícil conseguir moedas na cidade (parece que existe uma máfia das moedas que dificulta a sua circulação), os comerciantes raramente trocam e a população em geral usa tarjetas, que são como os cartões que se usa em Brasília. Pois que duas vezes nós não tínhamos moedas suficientes para o translado, e outros passageiros simplesmente se dispuseram a pagar para nós! Sem contar na boa vontade em dar informações para estrangeiros, até mesmo nos levar até o local que buscávamos.

Outro costume que nos chamou muito a atenção foi a siesta. Lá o sol se põe mais tarde no verão, por volta das 20:30, ou seja, o dia é bem mais longo, e por isso a rotina é diferente da nossa. As pessoas tem até 3 horas de almoço, tempo que muitos usam para ir em casa, almoçar e tirar uma soneca... Ou aqueles que não vão em casa, descansam em praças e áreas verdes próximas ao trabalho. Andar na rua por volta das 12, 13 horas, é como estar num domingo! Todos os estabelecimentos estão fechados, a não ser restaurantes e afins, é claro.

Isso nos faz repensar o nosso ritmo de trabalho aqui no Brasil. Muitas vezes não nos damos o tempo necessário para descansar. Precisamos de uma pausa, principalmente durante as refeições, momento no qual devemos estar concentrados naquilo que estamos fazendo, que é nos nutrir. Quem nunca almoçou de frente pra televisão, e saiu correndo de casa para ir à escola ou ao trabalho? Quantas vezes comemos algum lanche na rua, as vezes até sem sentar, andando mesmo, a caminho de um compromisso? Claro que teremos vários pretextos e argumentos para justificar o que fazemos. Mas na verdade quem define os nossos hábitos somos nós, e depende somente de nós mesmos para mudá-los. Podemos fazer o nosso próprio almoço, nem que seja um sanduíche saudável, com salada e recheio leve. Procurar trocar o refrigerante pelo suco. Frutas de sobremesa! E ter pelo menos uns quinze minutinhos só nossos, mesmo que não seja um cochilo, um tempo para descansar a mente e o corpo, e se preparar para mais uma jornada no dia!

O melhor da viagem para um país diferente, ou até mesmo para uma outra região do Brasil, é o contato com a cultura e os hábitos locais, que nos fazem refletir e olhar para nós mesmos. Repensar os nossos hábitos é sempre um caminho para a qualidade de vida.

Em breve mais notícias e histórias sobre a viagem e o congresso.



domingo, 23 de outubro de 2011

A primeira publicação a gente nunca esquece!

Dia 07 de outubro foi o lançamento do livro Universidade para o Século XXI - Educação e Gestão Ambiental na Universidade de Brasília, do qual o projeto participa com o artigo Usina: Casa, Quintal, Cidade. Segue um trecho:


"Encerrado o calendário de atividades de 2010, nosso Ateliê continua abastecido com a sucata recolhida ao longo do ano. Se o Usina mal pode dar conta de seu próprio lixo, o que dizer do lixo produzido pela CEU, pela UnB e pela cidade? De que modo então efetivar e estender a nossa ação?
      Ora, pela educação! A educação por meio da arte, arte com o lixo. Arte que recria com a sucata e recria-se, porque ao manusear o lixo, questiona-o. O que é o lixo? De onde vem e para onde vai?
      O lixo não passa do reflexo de uma sociedade de consumo, afastada das fontes de produção, distanciada da terra. O lixo é a ex-propriedade privada. Aquilo que era meu e virou nosso (mas quem cata é o lixeiro)... Depois de consumido, é de qualquer um, é de quem quiser, uma vez que achado (na rua, na lixeira, no lixão...), não é roubado”.
      Mexer com lixo é mexer em toda uma estrutura que, especificamente em Brasília, desemboca na Estrutural. Uma superestrutura em que os pilares não são nada sustentáveis: as desigualdades, o subemprego, o consumo excessivo de supérfluos, o desperdício, o descaso. A indústria deforma aquilo que a natureza cria, e replica os objetos para que todos possam ter um igual. Já o artesanal é o contato primordial do Homem com o Mundo, a transformação da natureza que possibilita construir significados e estruturar a vivência e permanência na Terra." 

O texto na íntegra será disponibilizado em breve no site do Núcleo da Agenda Ambiental da Universidade de Brasília.

sábado, 1 de outubro de 2011

Projeto Usina - conceitos e atividades

O projeto Usina contém em si os três pilares da universidade pública. É, primeiramente, extensão, uma vez que projeta para fora do campus as práticas resultantes de conhecimentos adquiridos na experiência universitária, e no sentido contrário, traz para essa experiência a vivência de comunidades distintas. É ensino, pois oferece aulas de educação artístico-ambiental, regularmente como no Programa Segundo Tempo do campus Darcy Ribeiro e nos COSE's, ou na forma de oficinas e workshops. E por fim, é pesquisa, pois está sempre se reinventando e buscando novas práticas e métodos para a difusão da consciência sustentável.

No dia 05/10, durante a Semana Universitária da UnB, estaremos no teatro de Arena da UnB, Campus Darcy Ribeiro, apresentando o nosso painel para todos aqueles que quiserem saber mais sobre o projeto.
No dia 07/10 haverá o lançamento do livro "Universidade para o século XXI - educação e gestão ambiental na Universidade de Brasília" - do qual participamos com o artigo Usina: Casa, Quintal, Cidade - às 15h na sala Papyrus da Faculdade de Educação.
Nossas atividades estão concentradas no LEME (Laboratório de Materiais Expressivos) - VIS (dpto de Artes Visuais), onde estamos recebendo crianças e jovens dos COSE's (Centros de Orientação Sócio-Educativa), em datas agendadas, para realizarem oficinas de papel artesanal e materiais em artes, e nos COSE's M Norte (Bernardo Sayão), Paranoá e Gama Sul.

Estamos sempre abertos a receber pesoas que queiram integrar a equipe técnica, participar das atividades ou somente conhecer melhor o projeto.

Contato: usina.unb@gmail.com

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Hortas Comunitárias



Com cada vez menos espaço nas grandes cidades, o céu é o limite para a construção de prédios residenciais e comerciais que precisam abrigar tanta gente no menor ambiente possível. Arranha- céus cada vez mais altos tentam dar conta do recado. Partindo dessa “perspectiva vertical”, arquitetos, urbanistas e designers têm partido da mesma lógica para repensar os espaços verdes, a fim de integrá-los às metrópoles. Uma forma de trazer para perto dos moradores jardins, hortas e até fazendas. Um grupo de arquitetas espanholas, por exemplo, desenvolveu o Spiral Garden, um espaço público verde em que as pessoas podem plantar e colher de forma comunitária, permitindo maior proximidade com os alimentos e com a comunidade. A ser instalado no meio da cidade, segue a tendência de fazendas verticais, de levar a roça para as estruturas urbanas.

Entenda mais sobre as fazendas verticais: http://ciencia.hsw.uol.com.br/fazendas-verticais1.htm 

wpatch.org (EUA) landshare.net (Inglaterra) são dois saites que reúnem pessoas que buscam por lugares para plantar com aquelas que possuem espaço para oferecer. Falta criar um desses no Brasil, não?

No Brooklyn (EUA), encontraram uma forma eficaz de aproximar as pessoas da terra desde cedo. Em uma escola púlica os alunos aprendem a cuidar de uma pequena horta comunitária. Seguindo a tendência de fazer com que as crianças tenham contato com o alimento e as formas de produzi-lo, a atividade permite a união das crianças, fazendo-as trabalhar juntas numa conexão mais profunda do que o contato na aula, e ainda promove a educação para a saúde. Participando da produção do alimente em todas as suas etapas, as crianças desenvolvem valores  de nutrição, comunidade e relação com a terra.

Fonte: Revista Vida Simples


segunda-feira, 4 de julho de 2011

Repensar espaços públicos



Uma vez por ano, no brooklyin nova-iorquino, a população acorda com gramados verdes, sombra e água fresca, além de artistas, artesãos e áreas de lazer desejando bom dia a toda a comunidae local.  O evento é Wiliamsburg walks, destinado a repensar os espaços públicos, inspirados em eventos que acontecem em cidades do mundo todo, como londres e tóquio. A idéia é simples: bloquear o transito de uma das ruas principais, priorizando os pedestres com pequenos espaços de lazer no meio do asfalto.






Fonte: Revista Vida Simples.